sexta-feira, 5 de junho de 2009
. Ah, se tu .
Ah, se tu sonhasses...
Ah, se tu sorrisses...
Ah, se tu acreditasses...
Ah, se tu aspirasses...
Ah, se tu aceitasses...
Ah, se tu entendesses...
Ah, se tu emergisses...
Ah, se tu experimentasses...
Ah, se tu quisesses...
Todo o amor que há em mim.
*Saudade desse repouso aqui. As coisas andam tão às avessas, que estão saindo do controle. Mas eu volto. Um dia eu volto.
quarta-feira, 18 de março de 2009
. Fim .
Obrigada pelas leituras!
Até (um)a próxima (tal)vez!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
. O Fim Que Foi o Começo .
Oi, meu nome é Camila. Tenho 20 anos e moro aqui mesmo, em São Paulo. Hoje senti vontade de me matar, por isso escrevi essa carta. Preciso ir em paz, dar a alguém um pouco do que sinto. Contar um pouco do que passei.
Desde os meus cinco anos de idade eu sofro todos os dias, a todo momento. Aprendi a desconfiar das pessoas, a não querer ter amigos, a viver só. Ninguém me conhece, ninguém nunca ouviu minha voz. Só a minha farsa.
O motivo de tudo isso é meu pai. Um pai de família, da minha família! Ele tem quarenta anos. Dois filhos com outra mulher, sua primeira esposa, e um com minha mãe. O Henrique, que tem vinte e três.
Meu pai me faz sofrer demais... Ele me abusa sexualmente. Faz coisas horríveis comigo, me diz coisas horríveis, e eu não posso contar a ninguém. Ele me ameaça a cada relação que temos, diz que matará toda a minha família. Ele é um louco.
Tudo começou quando ele chegou em casa bêbado e drogado. Minha mãe e Henrique estavam no médico, porque mamãe precisava fazer exames de rotina, e Henrique foi retirar o gesso do braço esquerdo.
Eu estava só, dormindo, quando ele entrou no meu quarto. Ele deitou ao meu lado, cantou uma canção de ninar para mim, e eu adormeci. Só lembro de ter acordado com ele alisando meu corpo, me apertando... Me assustei e levantei, e ele mandou que eu voltasse a dormir. Me lembro apenas de ter sentido uma dor muito forte.
A partir daquele dia, meu pai sempre vinha em meu quarto durante a noite, e repetia tudo aquilo. Eu já não suportava mais. Era nojento, ridículo, apavorante. Foi quando eu disse que contaria à mamãe, e ele disse que a mataria. Não tive escolha.
Eu tinha um baixo rendimento na escola, e ninguém sabia porquê, já que eu era uma criança muito esperta. Eu sofria calada, mentia para todos, sobre tudo. Não sorria, não cantava, não vivia. Eu estava amargurada.
Com o passar dos anos, nossa relação ficou mais intensa, e já tínhamos relações sexuais “normalmente”. Ele tomava muito cuidado para que eu não engravidasse, já que eu nunca havia namorado com ninguém, e mamãe sabia.
Na semana passada, eu comprei três passagens de ida para o Rio de Janeiro, onde mora a minha avó materna. Uma para mim, e as outras para mamãe e Henrique. Isso porque pensei em denunciar o pai, e fugir com minha família.
Mamãe adoeceu, e não pode viajar. Perdi as esperanças, o ânimo... Estou entregue à tristeza, à amargura, à solidão. Não confio em ninguém, porque penso que as pessoas podem ser como meu pai.
Ontem foi a gota d’água. O fim. Meu pai veio ao meu quarto às 2h da manhã. Ele estava bêbado, drogado e... armado. Me bateu, e eu não podia gritar. Fez coisas horríveis comigo. Hoje acordei sem vida. Só resta ao meu corpo morrer. E é isso que acontecerá.
Não sei quem é você que está lendo, quantos anos tem e muito menos por quais problemas está passando. Só agradeço por ler estas linhas, por me ajudar a me livrar de um pouco do peso que carrego.
Tenha uma boa vida!
Meus olhos se encheram de lágrimas. Havia alguém com problemas piores que os meus, e eu não sabia. Com minha visão egoísta, achei que era a única a sofrer nesse mundo. Desisti da morte. Tive vontade de vida. Camila se foi, mas me salvou.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
. Desabafo .
Ainda sentir você em mim me faz achar que estou pecando. Mas é uma sensação tão boa.. eu nunca havia sentido nada parecido. Ainda posso ver seu olhar carente pra mim, segurando um grito de desespero, pedindo - ou quem sabe implorando - pra eu ficar.
Essa noite eu sonhei com você, novamente. Fiquei dividida entre duas coisas: acordar e te esperar na realidade, onde as coisas seriam bem mais intensas, ou continuar contigo nos sonhos, onde eu teria você por perto sempre que quisesse.
A saudade do seu beijo, do seu toque, só me fazem perceber a dor que é ter você bem distante do alcance dos meus olhos. Isso é tão duro para mim, meu bem, você sequer pode imaginar. Mas, mais duro que isso, foi ter que te deixar, sem ter a esperança de ter você de novo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
. Manhã De Setembro .
Em uma manhã de Setembro, acordei mais cedo que o normal. Às 8:30h da manhã. Calcei minhas pantufas de leão – que tenho desde os 10 anos de idade –, escovei os dentes e desci para a cozinha.
Preparei meu café da manhã: uma xícara de café forte, meio amargo, e algumas torradas com pasta de soja. Liguei o rádio, na minha estação preferida, e meu corpo amoleceu com a melodia suave que eu estava ouvindo.
Eu sei que vou chorar,
A cada ausência tua eu vou chorar.
Mas, cada volta tua há de apagar,
O que esta ausência tua me causou.*
Fiquei ali, parada, na frente do rádio deixando aquela doce melodia me levar para bem longe... Quando percebi, estava na praia de Copacabana, com Alfred. Durante alguns minutos caminhamos lado a lado, sem dizer qualquer palavra.
Após 5 minutos de caminhada, ele segurou minha mão e se pôs a acariciar meus dedos. Sorri e ele devolveu-me o sorriso, porém com um brilho que apenas ele era capaz de doar em um sorriso.
Corri em direção ao mar, e Alfred foi logo atrás de mim. Meu vestido cor rosa claro, na altura do joelho, a essa hora já estava um pouco acima, devido ao forte vento que soprava. E Alfred notou isso. Lançou para mim um sorriso que mais parecia um aviso.
Sentei, então, a poucos centímetros das ondas, admirando o lindo céu azul e o modo como as ondas iam e vinham. Alfred sentou-se ao meu lado, e passou seus braços pelos meus ombros. Ele estava mais que envolvendo-me em seus braços: estava convidando-me a acariciá-lo de alguma forma. Era o jogo que só ele sabia fazer tão bem.
Passei meu braço direito pela sua cintura, prendendo-o com um laço carinhoso e que ele tanto gostava, eu sabia bem. Repousei minha cabeça em seus ombros, e fechei meus olhos para sonhar.
Quando percebi que já estava sonhando, sentei em meu sofá, e abracei minhas pernas. Sorri só de lembrar de quão doces eram as lembranças de Alfred. De quão vivo ele estava dentro de mim. Isso ninguém poderia me tirar.
*Eu sei que vou te amar - Vinícius de Moraes e Tom Jobim.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
. Mais Lágrimas .
Lágrimas brotaram em meus olhos, e lutei para que elas não caíssem. Seria como uma confissão: eu estava sozinha novamente, sem os olhos que me enchiam de amor e carinho.
Enquanto eu lutava com as gotas salgadas e pesadas – que cresciam a cada segundo – momentos felizes e cheios de amor passaram lentamente em minha mente, como um filme em preto e branco.
Tentei sorrir para enganar as lágrimas, para mostrar a elas que eu estava feliz, e que elas não precisavam machucar minha face, caindo sem parar. Meu sorriso me traiu. Não saiu. Apenas meus lábios contorcidos, prendendo um grito de desespero, apareceu.
Neste momento, meus braços me embalaram num laço de afeto. Lembrei-me dos muitos abraços que recebi durante alguns dias, e que me encheram de amor, carinho, segurança, paz, afeto.
Estava difícil controlar as lágrimas que não paravam de nascer nos meus olhos. Não resisti: chorei. Eram lágrimas pesadas. Fortes. Amargas. Desceram a minha face como uma chuva de lembranças. Chorei. Sofri.
O que me resta, agora, meus amigos, é esperar o futuro, porque ele chega depressa, e com surpresas deliciosas como essa que tivemos. Tenho certeza que ele nos trará novos abraços, sorrisos, chuvas de verão e novas canções.
Eu amo vocês!
Will, foi ótimo conhecer você. Seu cuidado, seu amor, seu carinho.. Tudo me fez muito bem. Espero em Deus que possamos nos encontrar de novo, pra revivermos todos os nossos sonhos. Você me surpreendeu: é mais lindo do que eu pensava! rs
Tio, é sempre muito bom ver você. Desejo que nossa amizade dure para sempre, e que Deus reforce sempre esse nosso cordão de três dobras com o Seu amor. Obrigada por tudo!
Thi, fiquei sem palavras. Esperamos muito tempo por esse encontro, e valeu a pena. Você também me surpreendeu. Quero te ver de novo, de novo e de novo. Já sinto saudade. Quero outros abraços!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Pra fechar o ano...
. Saudades .
"Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados para contar dinheiro, fazer amor, declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades: Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência..."
Clarice Lispector
Um feliz 2009 a todos!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
. Algumas Letras de Saudade .
Já vou logo pedindo perdão, se você achar que essa carta tá melosa como a outra que lhe enviei há duas semanas atrás. É que eu tava mergulhada na saudade, e você sabe como fico quando ela insiste em me acompanhar.
Ontem eu estava lendo, pela décima vez, aquele livro que você me deu há um mês atrás, mais ou menos. Nunca me canso de lê-lo, porque sempre nos vejo nele. É uma forma de ter você perto de mim.
Sinto muito sua falta. E hoje mais que todos os outros dias, porque vi nossas fotos do verão passado, naquela praia que ficou sendo só nossa por longos dias. Tenho tantas lembranças gostosas daqueles dias, de nós dois...
Espero que você venha me ver logo. Quero muito te ouvir falar "minha menina" em meu ouvido, de um jeito que só você sabe. Desejo seus beijos, seu toque, seu cheiro... Prometo comprar mais chocolates dessa vez, mas só se você prometer que não comerá tudo sozinho.
Tenho medo do que pode acontecer entre nós com o passar dos dias, meses e anos. Mas quero que você me ajude a quebrar esse medo, prometendo que sempre irá ficar, mesmo que sua presença seja rara. Não vou negar que é difícil ficar sem você por algumas semanas, mas pior seria passar o resto da minha vida sem você.
Me abrace, me beije, me ame.
Com carinho,
Cristina Miller.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
. Fruto do Amor .
— Bom dia, querida! Bom dia, campeão! Como estão vocês?
— Estamos bem... E estou me sentindo diferente, hoje. Acho que finalmente teremos nosso bebê!
Patrícia era uma linda jovem, e estava grávida. Paulo, seu esposo, havia preparado o quarto do bebê semanas atrás. Pintou o quarto de azul, com carrinhos e bolas de futebol desenhadas na parede. Havia deixado o quarto perfeito para seu primeiro filho.
Os dois haviam se casado há três anos, e decidiram ter um bebê. Seria o primeiro filho, e o primeiro neto. Não só os pais do menino, mas toda a familia aguardava ansiosamente o nascimento de Mateus.
Patrícia e Paulo foram para a maternidade, e logo depois a jovem foi levada à sala de parto. Sem muitos gritos, Patrícia deu à luz um lindo menino. Mateus era branco, tinha olhos azuis e cabelo negro, liso. Nasceu com 3kg e 50cm.
— Parabéns, mamãe e papai. É um bebê saudável, forte e muito belo! — disse Dr. Edward.
— Obrigada, Doutor! — disse o casal.
Patrícia, poucos instantes depois, pôde segurar em seus braços seu sonho mais lindo e desejado: seu filho. Suas lágrimas caíam em seu sorriso, enquanto segurava as mãos do seu lindo Mateus.
— Olhe, querida, ele tem a mesma marca que você tem nos pés.
— Oh, é verdade! Veja, amor, o nariz dele é idêntico ao seu. Nosso bebê é lindo! Estou tão feliz de poder tê-lo conosco..
— Eu também, querida.
Aquela manhã foi a mais linda da vida daquele casal. O sonho havia se realizado, eles tinham o menino mais lindo e amado do mundo em suas mãos. Não faltaram flores, sorrisos e lágrimas naquele dia.
À Mila e Alex.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
. Saudade de Marina .

Dr. Joaquim César, que sempre tinha resposta para tudo, neste momento ficou parado, e murmurou poucas palavras, que seu neto João não entendeu. Era a primeira vez que alguém falava-lhe sobre sua esposa, desde quando ela havia falecido, há 1 ano atrás.
— Bom... — começou Dr. Joaquim — sua avó era uma moça linda, meu neto. Nos conhecemos na faculdade. Ela só entrou no segundo período, por uma transferência. Desde o momento em que eu a vi, soube que ela seria para sempre minha.
— Mas como o senhor soube disso, vovô?
— Ah, querido, há coisas que só o coração pode explicar. Marina era linda, inteligente, e tinha os olhos mais lindos que já vi nessa vida. Quando ela falava, eu bebia as palavras dela com gosto, e ficava feito um menino da sua idade, todo bobão.
— Oh, vovô, eu não sou bobão!
— Acalme-se. Eu quis dizer que eu me comportava como um menino. Não como um homem maduro, como era. Não sabia direito o que falar, como andar, o que fazer... Eu só sabia querer Marina.
— Ah, entendi... E como foi que vocês começaram a namorar?
— Eu a convidei para jantar, após nossa formatura. Foi uma noite incrível! Jamais vou me esquecer.
— É verdade... eu vi uma foto de vocês dois lá na cômoda do quarto. Vovó estava linda, mesmo.
Dr. Joaquim ficou quieto por alguns segundos, tentando conter as lágrimas.
— Mas... Vovô, por que a vovó foi embora?
— Porque sua avó, meu filho, era a flor mais linda do jardim de Deus. E Ele resolveu levá-la para lá de volta, porque sentiu falta da beleza de minha querida.
Naquela tarde, Dr. Joaquim deitou em sua velha cama de casal, e ficou a olhar para o retrato de um jovem casal, que estava na sua cômoda.
— Ah, minha Marina, leve-me para ti... Quero sentir, novamente, teu cheiro de flor!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
. Sozinha no Cais .
Eu senti o gosto amargo da sua partida. E foi dor real, não foi manha minha, com a qual você já está bem acostumado. Tinha gosto de fel. Era ruim. Eu nunca havia sentido. E sua expressão de quem não queria nada, fez com que a dor aumentasse, a ponto de fazer uma ferida nascer em minha pele.
Por que hoje você quer voltar para o meu céu? Por que você quer ser o rio que vai encontrar-se com meu mar? Por que você quer ser a canção que meus ouvidos irão escutar segundos antes de eu adormecer toda noite?
A ferida já está sarando. Por favor, não peça para ela abrir novamente. Esse tempo que você ficou fora fez com que ela murchasse. Você não percebe, não é mesmo? É, eu suspeitava... Você ainda não mudou. Só tem olhos para você.
Essa sua vontade de me ver, de me sentir... O que é? Só agora você se deu conta de que precisa de mim, não é mesmo? Mas agora é tarde demais. É a sua vez de encontrar-se com a solidão, meu querido.
Agora você conhecerá a dor que eu tive de conhecer. Beberá um líquido ardente, que vai dissolver todo o teu coração: arrependimento. Quem sabe não só o coração, mas todo o teu corpo.
Você se lembrará de mim todas as noites, para o resto da tua vida. Se arrependerá de ter partido naquele navio, que você nem sabia para onde ia, e nem se sentiria vontade de voltar, e ter me deixado ali, sozinha no cais.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
. Gotas do Coração .
domingo, 30 de novembro de 2008
. Descanso à alma .

Somente agora me dei conta de todo o mal que venho fazendo à minha alma e ao meu coração, ao guardar-te bem lá no fundo dele. Sua falta causa uma imensa ferida na alma, e é por isso que precisas ir: tenho de me curar. Não posso e não devo tornar-me dependente assim.
Minh’alma plange por ter que dizer-te isto. Mas era preciso, e ainda é. Devo caminhar com minhas próprias pernas, ir sozinha ao Céu. Fazes parte dos meus sonhos, sim, mas eles também deixarei quietos, sozinhos, distantes de mim.
Devo arrancar-lhe do meu coração, com raiz e tudo. Não quero correr o risco te plantar-te novamente nele. Por mais que isto cause dor quase mortal, vá. Quero voar, ser livre. Irei ao Céu, e de lá não mais sairei.
sábado, 29 de novembro de 2008
. .
Tranquei-me em minha casa, e fiz o que tinha vontade: deitei em minha cama e chorei. As lágrimas eram longas e demoravam a tocar o chão. Parecia que o tempo estava passando devagar. Mas não era isso; elas demoravam porque eram pesadas demais, carregadas de lembranças e sorrisos.
Eu não queria mais ver aquele sorriso nem aquelas lembranças, mas o sol as trouxe. O que fazer? Eu ainda tinha esperanças de jogá-las para fora. As lágrimas, as lembranças, tudo o que o sol me trazia.
=/
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
. Letras do Coração .
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
. Ausência .

. 101 coisas sobre mim que nem todos sabem .
1- Me chamo Rute.
2- Tenho 14 anos, e faço 15 dia 22 de Janeiro.
3- Ao contrário da maioria das meninas, meu desejo não é uma festa de 15 anos. Acho perda de tempo e de dinheiro. Sério.
4- Adoro dizer que sou carioca.
5- Tento esconder que sou fluminense até onde posso. Prefiro ser carioca
6- Odeio quando os termômetros passam de 32º.
7- Amo o frio.
8- Amo a chuva, também.
9- Passei de série. Na verdade, era pra eu estar indo pro segundo grau.
10- Na 6ª série (2006) eu não queria ir pra escola. Ficava em casa. Dormindo, ou no pc. Mas ficava.
11- Aprendi a ler no CA. Minha professora me adorava.
12- Não quero pôr essa lista na ordem. Vou misturar comida com música e personalidade. Ok?
13- Quase sempre fui a melhor aluna da classe.
14- Não gosto de Educação Física.
15- Amo História. De verdade. Aprendi isso com o Prof. Armando, em 2006. De lá pra cá, é só paixão.
16- Não gosto quando me chamam de CDF. Quer dizer... Nem sempre. Acho bajulação, às vezes. Um porre!
17- Esse ano, passei em todas as matérias já no 3º bimestre.
18- Amo as aulas de Matemática, Artes, Inglês e História.
19- Gosto de todos os meus professores. Mas nem sempre o amor por eles acompanha o amor pela matéria que eles lecionam.
20- Fui uma criança magrela, e hoje sou gorda. Estranho, não?
21- A primeira vez que tomei remédio de verme foi em Setembro desse ano.
22- Tive piolho até muito tarde. Hoje tomo pílulas. É bem prático e não preciso passar horas catando.
23- Amo música.
24- Odeio pagode, axé, funk, música eletrônica e hip hop.
25- Amo MPB, Bossa Nova, Blues e Jazz.
26- Gosto demais de Tom Jobim, Nara Leão, Vanessa da Mata, Leoni, Lenine, Maria Rita, Cássia Eller, Jorge Vercilo, Caetano Veloso, Chico Buarque etc.
27- Odeio as novelas da Record.
28- As novelas da Globo são mais legais. Sei lá porquê..
29- É muito raro eu usar "três pontinhos". Normalmente, só uso dois.
30- Odeio Português.
31- Minha mãe morreu 19 dias antes do meu aniversário de 9 anos. Acho que a única coisa que me lembro desse dia foi quando meu primo chegou às 22h, me trazendo presente. Eu tava deitada na sala, dormindo. O engraçado é que, na minha lembrança, eu tenho a visão dele, e não a minha. Estranho, não?
32- Fui a primeira filha a vê-la no caixão. Foi duro demais. Chorei demais.
33- Até hoje tenho remorso porque não fui ao enterro dela. Me levaram pra casa da minha madrinha.
34- Odeio quando querem que eu seja igual à minha mãe. Eu sou eu.
35- Odeio quando meu pai é injusto comigo.
36- Amo cantar.
37- Fiz mais de 1 ano de violão, e não sei nada.
38- Namoro escondido.
39- Não tenho amigas (os) na escola. E nem faço questão. Sei lá porquê, também..
40- Já chorei por amor.
41- Tive muitas daquelas deliciosas paixões infantis (não que eu tenha passado dessa fase, ainda).
42- Tranquei uma pessoa em meu coração, e a carregarei por todos os dias de minha vida.
43- Adoro ser abraçada e abraçar.
44- Sou louca por perfumes.
45- Minha cor preferida é vermelho, e essa já é minha marca.
46- Quero um carro vermelho e uma parede vermelha (quando casar).
47- Sou louca por livros. Ultimamente até os tenho deixado de lado, mas quero voltar para eles. Me encantam..
48- Não sei os nomes dos atores famosos. Só de alguns, na verdade.
49- Meu sonho é cursar História, ser historiadora e encontrar algum objeto antigo, que estava perdido por aí.
50- Amo sonhar. Dormindo, acordada, andando. De qualquer jeito, ou em qualquer lugar, eu sonho.
51- Às vezes falam comigo, e depois eu pergunto o que disseram. Pura falta de atenção.
52- Amo escrever. Nem sempre saem coisas boas, mas são minhas, e isso é importante. Quero é progresso: lento, ou rápido.
53- Comecei a escrever em 2006, na escola. Durante as aulas, eu escrevia pequenas histórias de amor. Eram casos doidos. Histórias ridículas.
54- Tenho vontade de ter um sítio. Adoro o "verde". Quero uma lagoa e enormes árvores pra me fazer companhia à tarde.
55- Acho o pôr-do-sol lindo, embora raramente o veja.
56- Gosto de dormir ao som da chuva.
57- Mesmo com frio, durmo com o ventilador ligado. Me cubro toda, mas gosto de sentir aquele friozinho gostoso que só o ventilador dá.
58- Odeio horário político. Às vezes é legal rir dos candidatos estranhos.
59- Eu queria que o Gabeira tivesse ganhado a eleição. Mas fiquei feliz pelo Obama.
60- Quando vejo construções antigas, fico babando. Quase que literalmente! É a História novamente..
61- Sou chata, rude e antipática. Mas também sou simpática, alegre e "toda sorrisos". Depende de quem está comigo.
62- Não gosto que humilhem os outros na minha frente. Se eu posso, eu é que faço eles ficarem no lugar deles, pra verem como é bom e nunca mais repetirem.
63- Vou sentir falta da minha escola..
64- Quero ir para o Pedro II no segundo grau. Um excelente colégio!
65- Se quer saber, sou a ansiedade em pessoa. Suo frio, rio e até choro. É doido demais.
66- Nunca fui assaltada. Graças a Deus! Rs
67- Odeio a moda emo. Não existe coisa mais ridícula! "Puske elis iscreveim axim". Urgh! Tenho pavor..
68- Sou cristã. E amo isso. Se há alguma coisa que tenho certeza que foi bom pra mim, foi ter encontrado Jesus. Sem Ele, não sou nada.
69- Meu livro preferido da Bíblia é Filipenses.
70- Já tentei marcar pra ler a Bíblia todos os dias, mas nunca consegui.
71- Não gosto de tomar banho de chuva.
72- Um dos meus grandes sonhos é aprender inglês e francês. O segundo, nem tanto, quer dizer..
73- Um dos meus livros preferidos é "O Guardião – Dean R. Koontz". Fantástico!
74- Amo poesias. Minha alma é cheia delas. Está toda perfumada e decorada.
75- O melhor carnaval da minha vida foi o desse ano. Comecei uma nova etapa em minha vida. Está toda linda, só conferindo pra saber..
76- Adoro quando cantam pra mim. Ou quando tocam violão. Isso me deixa tranquila e voando..
77- Odeio quando não me dão atenção.
78- Adoro ser paparicada. Eu mereço, né? Também sou filha de Deus..
79- Amo ser irônica. Pra mim, é qualidade. Quase nunca uso isso para o mal. Juro! rs
80- Me estresso fácil e perdôo logo. Simples assim. Toda a minha raiva some com o choro.
81- Entre salgado e doce, fico na dúvida. Odeio comida agridoce.
82- Tenho manias terríveis. Uma delas é abrir a geladeira toda hora. Às vezes, só percebo que abri quando já fechei.
83- Falo comigo mesma, e isso me ajuda a resolver os problemas. É uma conversa íntima e muito franca.
84- Não sou uma amiga carinhosa. Na verdade, não tenho muitos amigos.
85- Me abro fácil, e isso é um defeito. Nem sempre é com quem pode ouvir.
86- Não sei nada de filmes. Sou super desatualizada, mesmo. Gosto mais dos romances e livros com conteúdo histórico.
87- Rio de tudo e choro com facilidade. Odeio quando estou brigando com alguém, e lágrimas começam a nascer.
88- Como demais. É vício, e não fome.
89- Sou intensa quando amo. E se amo você, se sinta feliz – ou não – isso é difícil acontecer. Demoro bastante a amar.
90- Não agüento quando dizem "pobrema". Isso me mata.
91- Sou apaixonada por um olhar carinhoso.
92- Adoro sorrisos sinceros.
93- Quando amo, não me prendo à beleza exterior. Pra mim, isso é um simples detalhe. Adoro isso em mim. O que importa, realmente, é o que a pessoa tem por dentro. O resto, é pura estética.
94- Sou pontual e odeio esperar.
95- Não gosto quando não tiro boas notas em História e Inglês.
96- Odeio violência contra mulher. Dá vontade de sair cortando o pinto de todo mundo!
97- Odeio superficialidades. [2]
98- Adoro não ser uma pessoa preconceituosa. Aceito a todos, do jeito que são.
99- Odeio quando me rotulam. Isso me dá vontade de fazer coisa feia.
100- Raramente xingo, mas quando o faço, é porque tem um bom motivo. Quando estou irritada, é melhor sair de baixo. Sou chata e grossa. Insuportavelmente chata. Acredite!
101- Gosto de ser única. Gosto de ver em quem me transformei, e no futuro brilhante que terei pela frente. Tenho orgulho de mim e de ser eu mesma. Sempre.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
. As razões do coração .

— Sabe, Zé, Maria é uma menina e tanto — disse o jovem Pedro, ao prender a bola de futebol em seus pés — Ela tem aquele andar todo especial, um jeito único de mexer nos cabelos. Ah, Zé, aqueles cachos.. Tô ficando maluco! Isso sem falar na voz doce que ela tem. Fico babando quando ela mexe nos óculos e começa a falar coisas que pra mim são sem sentido. Pareço até um idiota, porque só digo "uhum".
— É, Pedrinho, isso é amor. E dos bons, sabe... Eu vejo você babar por ela, mas nunca quis dizer nada pra não te deixar acanhado. Mas que bom que você se abriu. Maria é mesmo sensacional. Torço pra que ela corresponda esse seu amor.
— Ê, mano, tá difícil... Ela é toda inteligente. Isso se percebe só pela postura e pelo olhar. Nem precisa abrir a boca. E eu? Sou um idiota! Passo o dia aqui no campo, jogando futebol, enquanto ela tá em casa lendo e estudando. Acho que não tenho chances...
— Relaxa, Pedro, ela vai gostar de você pelo que tem por dentro, e não pelo que é por fora. Você tem um coração lindo, e tá amarradão na dela. Você é pinta, cara. Experimente um banho e uns livros!
— Tu é gay, Zé? Que isso de "pinta", "coração lindo"?
— Tô falando sério, Pedro. Pare de zoar. Sabe, você tem razão... você é mesmo um idiota! Faça por onde Maria gostar de você, ou ser notado por ela, pelo menos.
E assim saiu Zé, deixando esperança no coração de Pedro. No dia seguinte, Pedro estava irreconhecível. No lugar da blusa do time de futebol do bairro, usava uma blusa branca, uma bermuda xadrez, um tênis all star preto e havia tirado o boné, que por anos o acompanhou.
Ao passar pelo jardim, encontrou Maria sentada, com os olhos brilhando de felicidade, só por estar com as flores. Pedro se aproximou sem que ela visse, e arrancou uma flor vermelha do jardim.
— Tome, é pra você. Agora você é uma menina com uma flor.
— Oh, Pedro, você é tão gentil! Muito obrigada! Linda essa flor... Vinícius, hã?
Pedro sentiu seu rosto corar, e o coração pegar fogo de tanta paixão. Ela era realmente linda, ele não mentiu para o Zé. E agora brotava em seu rosto um lindo sorriso. Bastou isso para derreter, enfim, o coração de Pedro.
— Ah, Maria, tenho tanto pra te falar... — sussurou Pedro, ao sentar-se ao lado de Maria.
— Diga, Pedro, estou ouvindo... Há algo que eu possa ajudar? Está com problemas?
— Eu tô, Maria, e tenho certeza que você pode me ajudar. Tô doente de amor, apaixonado, mesmo. Mas acho que essa menina nem repara em mim. Eu sou sempre assim: um menino. E ela tá virando mulher. Tem uma beleza de dar inveja a qualquer menina da sua idade, é toda refinada, inteligente... Acho que não tenho chances, Maria, e isso tá me fazendo doer os ossos de tanta tristeza.
— Oh, Pedro, eu não sei como lhe aconselhar, pois sofro do mesmo mal. Amo um menino, mas acho que ele sequer olha para mim. Penso que ele está ocupado demais com suas atividades, e me acha, no mínimo, estranha. Pense em quantas meninas da minha idade, que você conhece, já trocaram uma boneca por livros. Nenhuma, não é? Vivo sempre trancada em meu mundo, e às vezes nem consigo olhar para ele, porque meu coração treme de vergonha.
— Nossa, Maria, que chato!
— Oh, Pedro, perdoe-me por estar ocupando seu tempo assim, é que eu precisava contar isso para alguém. Não aguento mais... acho que vou me declarar, ou algo assim. Senão, como disse você, meus ossos vão doer de tanta tristeza.
— Maria, você me disse o que eu precisava ouvir! — disse Pedro, ao ajoelhar-se aos pés de Maria, com o olhar mais amoroso que ela já tinha visto — Querida menina, minha menina com uma flor, eu estou apaixonado por você. Não posso passar mais um minuto sem te falar isso. Você me encanta, me apaixona, e eu não consigo mais disfarçar isso. Há muito tempo sonho com você, e com esse momento.
— Pedro, meu Pedro, não é só você quem sonha com esse momento. Meu coração também arde por você. Eu te amo, querido, e há muito tempo quero lhe falar. Fico em minha casa lendo lindas histórias de amor, e imaginando se conosco será diferente. Para uma menina com uma flor*, hein... Já perdi as contas de quantas vezes fiquei a imaginar você recitando pra mim, com uma rosa em suas mãos...
— Ma.. Maria, minha querida, minha linda, minha metade! Você traduz em palavras o que meu coração sente. Acho isso lindo em você... Quero passar todos os meus dias assim, ao seu lado. Prometa que irá me amar até o dia em que passarmos para a outra vida. Me chame de seu todos os dias, pois é isso que serei. E que quero ser, para todo o sempre.
— Meu Pedro, meu amor, com seu calor você derreteu todas as pedras frias de dúvida, que estavam em meu coração. Também quero ser sua Maria, sua amada e companheira. Para sempre.
Ali permaneceram por toda a tarde. As batidas do coração de Pedro eram ouvidas de longe, e o sorriso de Maria o iluminou por todo aquele dia.
*Poema de Vinícius de Moraes.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
"I love the things that you do!"
e enlaça teus dedos nos meus,
posso sentir o pulsar do teu coração.
É delicioso sentir seu olhar queimar
todo meu corpo. É como um mar.
Deixo as ondas me levarem, e vou
para dentro de ti.
O teu abraço é meu abrigo, onde
sei que posso descansar em paz.
Me escondo nele, e suas mãos
ficam a me acariciar.
Quero ser sempre tua, estar em
teus braços, com os lábios presos
aos teus.
Quero sentir teu perfume de perto,
ouvir tua voz ao despertar, e ter
sua mão na minha. Para todo o sempre.
You're all I want..
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
. Na estrada da vida .
Era uma linda tarde de novembro,
e estávamos viajando.
Ele me tomou em seus braços, e disse
coisas em meu ouvido. Beijou-me e
ficou observando minha felicidade ao
ver as flores do campo.
Ficamos, abraçados, olhando o céu,
as nuvens, e fotografando cada momento
que estávamos juntos. Era um sonho
tornando-se realidade.
Mas aconteceu algo que eu não esperava,
nem havia imaginado. Confesso que meu
corpo estremeceu.
Ele me prendeu em seus braços, colou
meu rosto ao seu, e disse as palavras
que estavam sempre presentes em meus
pensamentos: Eu te amo!
Naquele momento, o mundo parou. Eu só
conseguia ver o rosto dele, e mais nada.
Aproximei meu rosto ao dele, e o beijei.
Estávamos sós. Imersos em nosso mundo
de amor.
