segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
. Mais Lágrimas .
Lágrimas brotaram em meus olhos, e lutei para que elas não caíssem. Seria como uma confissão: eu estava sozinha novamente, sem os olhos que me enchiam de amor e carinho.
Enquanto eu lutava com as gotas salgadas e pesadas – que cresciam a cada segundo – momentos felizes e cheios de amor passaram lentamente em minha mente, como um filme em preto e branco.
Tentei sorrir para enganar as lágrimas, para mostrar a elas que eu estava feliz, e que elas não precisavam machucar minha face, caindo sem parar. Meu sorriso me traiu. Não saiu. Apenas meus lábios contorcidos, prendendo um grito de desespero, apareceu.
Neste momento, meus braços me embalaram num laço de afeto. Lembrei-me dos muitos abraços que recebi durante alguns dias, e que me encheram de amor, carinho, segurança, paz, afeto.
Estava difícil controlar as lágrimas que não paravam de nascer nos meus olhos. Não resisti: chorei. Eram lágrimas pesadas. Fortes. Amargas. Desceram a minha face como uma chuva de lembranças. Chorei. Sofri.
O que me resta, agora, meus amigos, é esperar o futuro, porque ele chega depressa, e com surpresas deliciosas como essa que tivemos. Tenho certeza que ele nos trará novos abraços, sorrisos, chuvas de verão e novas canções.
Eu amo vocês!
Will, foi ótimo conhecer você. Seu cuidado, seu amor, seu carinho.. Tudo me fez muito bem. Espero em Deus que possamos nos encontrar de novo, pra revivermos todos os nossos sonhos. Você me surpreendeu: é mais lindo do que eu pensava! rs
Tio, é sempre muito bom ver você. Desejo que nossa amizade dure para sempre, e que Deus reforce sempre esse nosso cordão de três dobras com o Seu amor. Obrigada por tudo!
Thi, fiquei sem palavras. Esperamos muito tempo por esse encontro, e valeu a pena. Você também me surpreendeu. Quero te ver de novo, de novo e de novo. Já sinto saudade. Quero outros abraços!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Pra fechar o ano...
. Saudades .
"Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados para contar dinheiro, fazer amor, declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades: Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência..."
Clarice Lispector
Um feliz 2009 a todos!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
. Algumas Letras de Saudade .
Já vou logo pedindo perdão, se você achar que essa carta tá melosa como a outra que lhe enviei há duas semanas atrás. É que eu tava mergulhada na saudade, e você sabe como fico quando ela insiste em me acompanhar.
Ontem eu estava lendo, pela décima vez, aquele livro que você me deu há um mês atrás, mais ou menos. Nunca me canso de lê-lo, porque sempre nos vejo nele. É uma forma de ter você perto de mim.
Sinto muito sua falta. E hoje mais que todos os outros dias, porque vi nossas fotos do verão passado, naquela praia que ficou sendo só nossa por longos dias. Tenho tantas lembranças gostosas daqueles dias, de nós dois...
Espero que você venha me ver logo. Quero muito te ouvir falar "minha menina" em meu ouvido, de um jeito que só você sabe. Desejo seus beijos, seu toque, seu cheiro... Prometo comprar mais chocolates dessa vez, mas só se você prometer que não comerá tudo sozinho.
Tenho medo do que pode acontecer entre nós com o passar dos dias, meses e anos. Mas quero que você me ajude a quebrar esse medo, prometendo que sempre irá ficar, mesmo que sua presença seja rara. Não vou negar que é difícil ficar sem você por algumas semanas, mas pior seria passar o resto da minha vida sem você.
Me abrace, me beije, me ame.
Com carinho,
Cristina Miller.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
. Fruto do Amor .
— Bom dia, querida! Bom dia, campeão! Como estão vocês?
— Estamos bem... E estou me sentindo diferente, hoje. Acho que finalmente teremos nosso bebê!
Patrícia era uma linda jovem, e estava grávida. Paulo, seu esposo, havia preparado o quarto do bebê semanas atrás. Pintou o quarto de azul, com carrinhos e bolas de futebol desenhadas na parede. Havia deixado o quarto perfeito para seu primeiro filho.
Os dois haviam se casado há três anos, e decidiram ter um bebê. Seria o primeiro filho, e o primeiro neto. Não só os pais do menino, mas toda a familia aguardava ansiosamente o nascimento de Mateus.
Patrícia e Paulo foram para a maternidade, e logo depois a jovem foi levada à sala de parto. Sem muitos gritos, Patrícia deu à luz um lindo menino. Mateus era branco, tinha olhos azuis e cabelo negro, liso. Nasceu com 3kg e 50cm.
— Parabéns, mamãe e papai. É um bebê saudável, forte e muito belo! — disse Dr. Edward.
— Obrigada, Doutor! — disse o casal.
Patrícia, poucos instantes depois, pôde segurar em seus braços seu sonho mais lindo e desejado: seu filho. Suas lágrimas caíam em seu sorriso, enquanto segurava as mãos do seu lindo Mateus.
— Olhe, querida, ele tem a mesma marca que você tem nos pés.
— Oh, é verdade! Veja, amor, o nariz dele é idêntico ao seu. Nosso bebê é lindo! Estou tão feliz de poder tê-lo conosco..
— Eu também, querida.
Aquela manhã foi a mais linda da vida daquele casal. O sonho havia se realizado, eles tinham o menino mais lindo e amado do mundo em suas mãos. Não faltaram flores, sorrisos e lágrimas naquele dia.
À Mila e Alex.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
. Saudade de Marina .

Dr. Joaquim César, que sempre tinha resposta para tudo, neste momento ficou parado, e murmurou poucas palavras, que seu neto João não entendeu. Era a primeira vez que alguém falava-lhe sobre sua esposa, desde quando ela havia falecido, há 1 ano atrás.
— Bom... — começou Dr. Joaquim — sua avó era uma moça linda, meu neto. Nos conhecemos na faculdade. Ela só entrou no segundo período, por uma transferência. Desde o momento em que eu a vi, soube que ela seria para sempre minha.
— Mas como o senhor soube disso, vovô?
— Ah, querido, há coisas que só o coração pode explicar. Marina era linda, inteligente, e tinha os olhos mais lindos que já vi nessa vida. Quando ela falava, eu bebia as palavras dela com gosto, e ficava feito um menino da sua idade, todo bobão.
— Oh, vovô, eu não sou bobão!
— Acalme-se. Eu quis dizer que eu me comportava como um menino. Não como um homem maduro, como era. Não sabia direito o que falar, como andar, o que fazer... Eu só sabia querer Marina.
— Ah, entendi... E como foi que vocês começaram a namorar?
— Eu a convidei para jantar, após nossa formatura. Foi uma noite incrível! Jamais vou me esquecer.
— É verdade... eu vi uma foto de vocês dois lá na cômoda do quarto. Vovó estava linda, mesmo.
Dr. Joaquim ficou quieto por alguns segundos, tentando conter as lágrimas.
— Mas... Vovô, por que a vovó foi embora?
— Porque sua avó, meu filho, era a flor mais linda do jardim de Deus. E Ele resolveu levá-la para lá de volta, porque sentiu falta da beleza de minha querida.
Naquela tarde, Dr. Joaquim deitou em sua velha cama de casal, e ficou a olhar para o retrato de um jovem casal, que estava na sua cômoda.
— Ah, minha Marina, leve-me para ti... Quero sentir, novamente, teu cheiro de flor!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
. Sozinha no Cais .
Eu senti o gosto amargo da sua partida. E foi dor real, não foi manha minha, com a qual você já está bem acostumado. Tinha gosto de fel. Era ruim. Eu nunca havia sentido. E sua expressão de quem não queria nada, fez com que a dor aumentasse, a ponto de fazer uma ferida nascer em minha pele.
Por que hoje você quer voltar para o meu céu? Por que você quer ser o rio que vai encontrar-se com meu mar? Por que você quer ser a canção que meus ouvidos irão escutar segundos antes de eu adormecer toda noite?
A ferida já está sarando. Por favor, não peça para ela abrir novamente. Esse tempo que você ficou fora fez com que ela murchasse. Você não percebe, não é mesmo? É, eu suspeitava... Você ainda não mudou. Só tem olhos para você.
Essa sua vontade de me ver, de me sentir... O que é? Só agora você se deu conta de que precisa de mim, não é mesmo? Mas agora é tarde demais. É a sua vez de encontrar-se com a solidão, meu querido.
Agora você conhecerá a dor que eu tive de conhecer. Beberá um líquido ardente, que vai dissolver todo o teu coração: arrependimento. Quem sabe não só o coração, mas todo o teu corpo.
Você se lembrará de mim todas as noites, para o resto da tua vida. Se arrependerá de ter partido naquele navio, que você nem sabia para onde ia, e nem se sentiria vontade de voltar, e ter me deixado ali, sozinha no cais.
